Comecemos pelo fim: "Deixa-me dizer-te uma coisa: aquele dia em que me viste na Torre e paraste o carro foi um grande mimo que me deste." - Surpresas destas dão sentido a muito do que somos e vêm embrulhadas numa enorme dose de doçura e bem-estar.
Esta é a terceira e última etapa de um processo com muitos anos de vida. A parte que me toca começa num tempo comum à infância e mistura muitos presentes, sorrisos e uma atenção constante, acompanhada de enormes doses de elogios. Foi assim que me cativaram. E quanto!
A segunda etapa envolve caminhos que uma teia complexa afastou e vidas que, no que têm de comum, ficaram em stand by. Pensei muito na forma como acabaria e senti sempre a ausência nos momentos-chave.
Por fim, a terceira etapa nasce hoje, no meio de um almoço onde acabámos a celebrar recomeços, onde me fascinei com o facto de presenciar uma espécie de regresso de alguém ao que, outrora, foi, recuperando tudo aquilo que de melhor tinha. Achei que perdera esse ramo familiar e, no entanto, ali estava ele!
O almoço deste sábado foi fantástico e o convívio prolongou-se pela tarde dentro, chegando a invadir o princípio da noite. As conversas foram longas e ricas, as expressões sorridentes compuseram o ambiente leve e feliz e o ar encheu-se de uma melodia familiar. Tenho orgulho nesta gente e em nós, porque soubemos dar as mãos e agarrar esta terceira etapa!
