Eu já fui assim. Já quis coisas que não podia ter: que o tempo parasse, que os pares me acompanhassem, que tudo pausasse. E não tive mesmo.Anos passados, chegou-me quem me avivou memórias de tempos antigos. Tendo direito a um grande aparato em seu redor, eis que surge o momento em que quem a tem a seu cuidado toma uma decisão. Comunica-me de surpresa, deixa-me um pouco bloqueada e muito triste. Chamamo-la e fica de lágrimas nos olhos quado se apercebe que se despede de mim nesse mesmo dia. Quem a tem a seu cuidado faz-me sentir a melhor professora do mundo, dizendo coisas daquelas que entram e que ficam connosco sempre, e sempre. Oiço com carinho, agradeço do fundo do coração, embora ainda confusa com a rapidez. Diz que eu nunca poderia ter seguido outro rumo, mostra intenção de espalhar o quanto me respeita. E chora um bocadinho. Eu também, mas àquela hora tinha de ser para dentro.
Respondo como sou feliz fazendo o que faço e pouco mais me sai. Fico sem jeito e a sentir uma gratidão infinita, não sei bem porquê, nem por quem. Mas sinto. Apetece-me gritar de agradecimento por momentos como este, mas não sei a quem.
Desafia-me com uma combinação para breve e vai.
Mais tarde, após a tarde de abraços, colos e fotos, parte a chorar com a certeza de que não regressa.
Já tenho saudades.