quinta-feira, 10 de junho de 2010

Viagem de finalistas 2010



A energia é a de sempre: muita com picos de demais. Nada paga o que sentem por ali estarem juntos, longe da família e embrenhados num nonstop de actividades...

Chegámos sob chuva e sob céu cinza e isso não os afectou. Queriam piscina, queriam paintball, queriam os quartos, queriam discoteca e tudo quanto mais houvesse. Correram aos quartos e já lá ficavam se pudessem, a antecipar os picos de demais de que estes dias nunca se livram. Nem nós.

Jogámos, almoçámos, fizemos canoagem e piscina. Tivemos frio, lama nos sapatos e roupas molhadas.

E ainda nada pagava o ambiente que ali se sentia.

Depois do jantar, do karaoke e da discoteca, cama. Aquela cama que nestes dias é um tudo em um: uma toalha de mesa para as bolachas da mochila, um colchão de cambalhotas, um sofá para conversa. Mas que serve de pretexto também para um beijinho bem dado, um abraço apertado e aquele mimo que o pijama traz no tecido, que a cabeça na almofada traz consigo, que a minha responsabilidade tem sentido. São todos nossos, assim de repente, mais do que já eram até ali. E, do outro lado, têm quem os trouxe ao mundo de coração nas mãos e pensamento em nós.

Confiam em nós, como nós.

Quando queremos que a cama seja, então, uma mera cama e a noite silenciosa e calma, é sempre cedo demais para eles. De quarto em quarto, de cama em cama... eles e nós.

Silêncio. Uma e meia da manhã.

Vozes. Sete da manhã.

Porque já é de dia e querem sair e querem ir às 22 meninas do quarto de cima gritar, correr e tirá-las a todas da cama. Quanta criatividade...

Abrindo e fechando os olhos, ainda conseguimos prolongar a noite mais hora e meia, ali no nosso cantinho. Mas eles foram indiferentes a isso, pois estavam definitivamente de olhos abertos.

Refeição, actividade e chuva. Mais chuva. E outra vez chuva. Lama nos sapatos, reservas de roupa esgotadas e frio, muito frio. Mas o slide estava ali, estendido por cima do lago, a pedir que todos experimentassem. Não podia ter sido de outra maneira.

E voltámos cansados mas felizes, constipados mas realizados.

Foi muito bom, não trocava.

***
PS: contigo, a viagem foi a melhor de sempre