Já ouvi chamar-lhe algumas coisas, mas a palavra que prefiro é, entre todas, a que mais respeito impõe: impotência. Que é quando nos vemos grandes mas nos sentimos pequenos.
É quando pessoas, à nossa volta, não estão bem e precisam de nós, mas nós sentimos que não lhes conseguimos chegar.
É quando o nosso esforço é o maior e o efeito parece menor.
É quando o tempo passa, e passa, e não cura tudo, ao contrário do que por aí se diz.
É quando os outros têm a balança avariada e o que lhes devia pesar "nada" pesa-lhes "tudo".
É quando existe um feeling de que aquele sofrimento se instalou numa pessoa que é boa de coração e que merece todo o nosso investimento nela. Isto, mesmo que, constantemente, fuja para uma ilha só sua.
É quando a ilha, às vezes, se transforma numa península, mas ainda por pouco tempo.
Impotência é gritar "Estou aqui" e ficar à escuta, à espera de receber um seguro e feliz "Eu também".
PS: Estou aqui! (...a mostrar que, quando tudo parece cinzento, podem estar dentro de nós tantas cores escondidas... desde a folhinha do trabalho ao tamanho de um sorriso...)