O clichê era "alargar horizontes"... achei que ficaria bem dizê-lo sempre que me perguntassem "Porquê?" quando, na realidade, eu queria era dizer "porque sim", ou talvez porque me senti pressionada a fazê-lo. Não queria ficar para trás e acabei por ser a primeira, o que certamente terá contribuído para o que mais tarde me aconteceu...
A amiga que quase me obrigou a apanhar este barco, impingiu-me companhia e empurrou-nos às duas para fora de pé. Lá fomos...
Daí a pouco, a amizade estava construída e era forte demais para alguma vez vir a sofrer alterações.
Depois vieram outras e a coisa teve um descontrolo crescente, até ficarmos assim, coitadas, como agora somos: um grupinho de patetas que passam horas a rir de tudo... Mas as patetas mais lindas e mais unidas de que há memória!
Onde já se viu um grupo de adultas que canta, dança, grita, tecla, ri perdidamente, brinca, corre, salta, dramatiza, faz caretas...? Um grupo de adultas responsáveis por manter a ordem entre quatro paredes que não são (felizmente) aquelas onde nos reunimos...
Atracámos temporariamente o barco que construímos juntas em porto seguro, cientes de que somos um grupo que, decerto, provocou momentos complicados a algumas pessoas e momentos incrivelmente descontraídos a outras.
Gostávamos de ter encontrado um tesouro completo mas trazemo-lo incompleto; é uma pena, não deveria ser assim...
Fomos arriscando, correndo alguns riscos grandes demais e saindo sempre de tudo por cima, à tona. E à tona nos mantivemos nos momentos mais complicados, sempre partilhando remos quando o vento era pouco, para nunca irmos parar à boca dos nossos tubarões. Tubarões que, por vezes, se vestiam de golfinhos e nos levavam a acreditar nos seus guinchos e nos manipulavam e incomodavam.
Mas cada vez menos...
...e menos...
...e menos...
...e nada.
Elegemos, com o coração, os dois Grandes, e foi com eles que nos tornámos um grupo mais rico e melhor formado.
Estamos já com saudades e procuramos pretextos para manter o barco em andamento, sempre em festa... festas como só nós sabemos fazer.
Nós: o grupo maravilha!
Obrigada, minhas amigas maravilhosas, por me terem permitido ser tão feliz até agora, neste barco!!!
Adoro-vos!
