segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Árvore de memórias

Hoje, fui. Como sempre, a tentar tornar tudo muito racional, pouco emocional. Mas levo pouco tempo a descobrir o quão impossível essa tarefa é. Porque, mesmo antes de entrar, já abrira o livro... e, mal se abre o livro, e se olha em volta, surge ramo atrás de ramo, até ter uma infindável árvore de memórias que fazem bem ao coração, mas que também o apertam demais.
Não há dúvida de que cada momento ali foi de pura e simples felicidade; leve, diária, completa. Sempre acompanhada e impulsionada por quem fará, para sempre, parte da minha vida. Pessoas que estão nas coisas que alcanço, na motivação que me move, naquilo que aprendi e que faço aprender.
A árvore de memórias que hoje se revelou foi até capaz de trazer um nó à garganta, recuperando, num curtíssimo espaço de tempo, um vastíssimo número de ramos. Cada  sorriso, trazia, atrás de si, pequenas grandes histórias que estão ali escritas, inscritas. E as cores. E os cheiros. E a vontade de voltar, subitamente, atrás. Voltar como peça que fui, não como espetadora à procura de sentir o que lá deixou.
Voltar. Gostava tanto.