sábado, 9 de janeiro de 2010

Compras

É giro ir às compras encher o carrinho. Não sei muito bem porquê, mas gosto... Ando lá pelos corredores sem pressa, a escolher o útil e, raramente, o inútil e vou fazendo contas, porque odeio surpresas financeiras.
Gosto especialmente daquele lugar, pois tem uma organização que me agrada, é largo e permite-me ir riscando a lista que levo, sem ter de andar muito de um lado para o outro.
As compras são um momento meu.
Lá para o final, é que deixa de ter piada. Primeiro a escolha da Caixa, que ao fim-de-semana é um incómodo. Escolhi, hoje e como sempre, a que me parecia ter menos gente e analisei se não seria caixa prioritária, nem caixa de entregas ao domicílio e muito menos caixa para cartões multibanco, que eu queria dar uso aos Eurotickets...
Esperei um bocadinho.
Olho para duas caixas mais à frente e vejo que o tapete estava a ficar vazio, quado eu ainda não tinha começado a desarrumar o carrinho. Peguei logo nele e mudei-me...
Começo a dispor tudo no tapete, tudo pensado ao pormenor para a arrumação nos sacos ser rápida e eficaz... Assim que já lá estavam as compras todas, pergunta-me o rapaz da caixa: "Vai pagar com cartão?". E lembrei-me por que motivo não tinha ido para aquela caixa antes. Estava bem em cima da minha cabeça, o aviso de que só aceitavam cartões.
Quando explico que a minha intenção era pagar com Euroticket, o rapaz diz que acha que assim pode ser, que o problema é não haver dinheiro na caixa. Pergunta à colega que lhe dá uma resposta maravilhosa: "Sim, a caixa aceita Euroticket, mas só se forem poucos!".
"Desculpe?" - meto-me eu na conversa que parecia um bocado apatetada. E ela volta a repetir que sim, a máquina aceita, mas só se forem "poucos".
"Mas eu sei lá quantos são poucos!" - diz-lhe ele.
"Pois, mas só podes aceitar poucos!"
Ele olha para mim, encolhe os ombros e diz que não acredita. As compras passam, somam-se e eu entrego 17 senhas. O rapaz passa o código de barras num, digita a quantidade total e ficou feito.
Mas quer-me parecer que podia eu dar 3, 4, 5... vezes mais que teria acontecido exactamente o mesmo.
Duh.