
Foi assim um dia: alguém disse coisa errada, em local errado no momento errado; alguém ouviu, outro e outro alguém também ouviram… e vieram a correr contar-me.
De repente, eis-nos, a todos, em reunião (exaltada) sobre o assunto, cabendo-me a mim o papel de moderadora (e que moderação não foi necessária!!!). No meio do assunto inocente para o qual eu encaminhava com muito esforço o teor da conversa (havia regras para limitar com urgência o jogo que despoletara o que não devia), eles puxavam para a coisa errada, dita em local errado, no momento errado.
No meio de participações impertinentes e que fugiram ao esforço da minha moderação, lá foram aquelas preciosidades deixando claras as suas preocupações e… “conselhos”: se eu estava triste; que eu era invejada; que a amizade deveria ser cortada; que eu falava a olhar para os olhos das pessoas e não daquela forma, "nas costas"; se me podiam dar um abraço… entre mais uma ou duas coisas que – porque o assunto das regras de utilização era urgente – foram surgindo e sendo silenciadas.
A revolta que sentiam fugiu-me um pouco do controlo e, mesmo fragilizada e com uma experiência pequenina, pequenina, mantive a minha imparcialidade, com sucesso. Não havia outra escolha… Tal como lhes dissera, travando a exteriorização toda que ali decorria: com o que pensamos e sentimos ninguém tem muito a ver: pois mesmo que seja impertinente defender a nossa opinião para fora de nós, cá dentro ela existe, sem que ninguém a veja (ou sem que veja quem nós não queremos). Poderiam continuar a insistir para saber a minha opinião… eu jamais entraria nesse tipo de diálogo com eles...
Ao que parece, a querida que eu sou andava a dar maus exemplos, que esse jogo – essa "porcariazinha” – era proibido… e que se dava maus exemplos, depois ficava com a fama de boazinha, sendo “alguém” a má. E por ser essa querida, soube “alguém” dizer que já conhece o grupo, para o qual alguém como eu é sempre intocável, enquanto responsável. (A agravante foi a conversa ter sido feita para quem está na posição acima…)
O dia chegou ao fim e, com ele, levou o que ainda restava do abalo, bem como a consideração que poderia restar.
E foi assim no dia seguinte: “Temos uma coisa muito grave para lhe contar!”. Pronto… já estavam a querer transformar em moda! Minimizei… até ao momento em que ouvi… Parece que uns foram chamados e estabeleceu-se uma pequena conversa que jamais “alguém” na posição em que estava, deveria ter iniciado (tanto trabalho tivera eu no dia anterior para arrefecer os ânimos, agora acabara "alguém" de se baixar a um nível menor, trazendo tudo acima novamente e, pior, com uma intensidade maior). Qualquer coisa como poderem ir dizer à vontade à ... - e novamente um diminutivo que eles interpretam como desprezo e não carinho (tem piada: eu também!) que a si não lhe interessava… Encolher os ombros. Virar as costas. - sim, alguém o fez... Eles? Não...
E, no final da segunda reunião geral de emergência, estava a explicar-lhes como no dia anterior havíamos feito uma fogueira, sendo que cada um que falou ia colocando um pouco de lenha. Pedi que colaborassem para deixarmos a fogueira apagar-se, o que desde o dia anterior até este já tinha tido tempo para acontecer, caso não a tivessem reacendido. “Pois, o problema é que não fomos nós quem a acendeu outra vez!”. Tinham mais uma vez razão... e voltou a surgir-me a vontade de chamar "alguém" e dizer: "Criou isto, agora resolva!".
Insisti em como a fogueira estaria a crescer de forma desmedida... e que as consequências poderiam ser um grande e incontrolável incêndio, que provocaria estragos. Caramba... eu precisava já de um batalhão de bombeiros, estava a perder a paciência!!! Precisamente porque desta vez, "alguém" criara isto de uma forma despropositada e baixa... Porque não deixar a fogueira apagar!?
O gongo tocou porque tinha de tocar e aquilo acabou por ali... naquele dia. Ainda se sente o calor daquela despropositada fogueira.
Lição a tirar daqui:
De repente, eis-nos, a todos, em reunião (exaltada) sobre o assunto, cabendo-me a mim o papel de moderadora (e que moderação não foi necessária!!!). No meio do assunto inocente para o qual eu encaminhava com muito esforço o teor da conversa (havia regras para limitar com urgência o jogo que despoletara o que não devia), eles puxavam para a coisa errada, dita em local errado, no momento errado.
No meio de participações impertinentes e que fugiram ao esforço da minha moderação, lá foram aquelas preciosidades deixando claras as suas preocupações e… “conselhos”: se eu estava triste; que eu era invejada; que a amizade deveria ser cortada; que eu falava a olhar para os olhos das pessoas e não daquela forma, "nas costas"; se me podiam dar um abraço… entre mais uma ou duas coisas que – porque o assunto das regras de utilização era urgente – foram surgindo e sendo silenciadas.
A revolta que sentiam fugiu-me um pouco do controlo e, mesmo fragilizada e com uma experiência pequenina, pequenina, mantive a minha imparcialidade, com sucesso. Não havia outra escolha… Tal como lhes dissera, travando a exteriorização toda que ali decorria: com o que pensamos e sentimos ninguém tem muito a ver: pois mesmo que seja impertinente defender a nossa opinião para fora de nós, cá dentro ela existe, sem que ninguém a veja (ou sem que veja quem nós não queremos). Poderiam continuar a insistir para saber a minha opinião… eu jamais entraria nesse tipo de diálogo com eles...
Ao que parece, a querida que eu sou andava a dar maus exemplos, que esse jogo – essa "porcariazinha” – era proibido… e que se dava maus exemplos, depois ficava com a fama de boazinha, sendo “alguém” a má. E por ser essa querida, soube “alguém” dizer que já conhece o grupo, para o qual alguém como eu é sempre intocável, enquanto responsável. (A agravante foi a conversa ter sido feita para quem está na posição acima…)
O dia chegou ao fim e, com ele, levou o que ainda restava do abalo, bem como a consideração que poderia restar.
E foi assim no dia seguinte: “Temos uma coisa muito grave para lhe contar!”. Pronto… já estavam a querer transformar em moda! Minimizei… até ao momento em que ouvi… Parece que uns foram chamados e estabeleceu-se uma pequena conversa que jamais “alguém” na posição em que estava, deveria ter iniciado (tanto trabalho tivera eu no dia anterior para arrefecer os ânimos, agora acabara "alguém" de se baixar a um nível menor, trazendo tudo acima novamente e, pior, com uma intensidade maior). Qualquer coisa como poderem ir dizer à vontade à ... - e novamente um diminutivo que eles interpretam como desprezo e não carinho (tem piada: eu também!) que a si não lhe interessava… Encolher os ombros. Virar as costas. - sim, alguém o fez... Eles? Não...
E, no final da segunda reunião geral de emergência, estava a explicar-lhes como no dia anterior havíamos feito uma fogueira, sendo que cada um que falou ia colocando um pouco de lenha. Pedi que colaborassem para deixarmos a fogueira apagar-se, o que desde o dia anterior até este já tinha tido tempo para acontecer, caso não a tivessem reacendido. “Pois, o problema é que não fomos nós quem a acendeu outra vez!”. Tinham mais uma vez razão... e voltou a surgir-me a vontade de chamar "alguém" e dizer: "Criou isto, agora resolva!".
Insisti em como a fogueira estaria a crescer de forma desmedida... e que as consequências poderiam ser um grande e incontrolável incêndio, que provocaria estragos. Caramba... eu precisava já de um batalhão de bombeiros, estava a perder a paciência!!! Precisamente porque desta vez, "alguém" criara isto de uma forma despropositada e baixa... Porque não deixar a fogueira apagar!?
O gongo tocou porque tinha de tocar e aquilo acabou por ali... naquele dia. Ainda se sente o calor daquela despropositada fogueira.
Lição a tirar daqui:
Ao dizer-se coisa errada, em local errado no momento errado,
pode haver por perto um ouvido certo!
pode haver por perto um ouvido certo!
(e havia!)