É preciso ir para sentir.
A tradição, face a um horário comprido, é esta. Mas, mais uma vez, pude não falhar. O que é verdadeiramente extraordinário é que, ao longo do ano lectivo, sinto uma falta imensa e umas saudades que crescem continuamente... mas, quando lá chego, parece que, afinal, nunca de lá saí.
Sou capaz de não ter visto nem metade das pessoas que estava desejosa de ver mas, quem vi, acabou por me proporcionar uma sucessão de momentos mágicos.
Começou logo por uma Irmã directora de ciclo, que tanto colaborou nos meus estágios, ao depositar em mim uma confiança total, e uma Irmã que conheço há para lá de 20 anos (que continua a perguntar pelo irmão e pela mãe; que não esquece o nome; que não esquece a profissão… mas que foi esquecida pelo tempo, felizmente - a cada ano passado, é uma vitória reencontrá-la).
Duas filas acima, acenavam duas Professoras amigas. Língua Portuguesa e Inglês, reformadas mas sempre iguais a elas mesmas, sempre com sorrisos reservados para oferecer.
Daí a pouco, uma das Professoras que mais me marcou e ensinou na vida veio dar os parabéns pela entrevista do Jornal de Letras. “Fiquei muito babada” – dizia ela… e não era por eu ter falado no querido colégio e nos inesquecíveis professores; era, sim, por mim. Por mim! As saudades que lhe tenho, dos tempos em que me ensinava e dos conselhos de amiga, vieram todas ao de cima. Para o fim, mais as fez sobressair, ao recordar o que eu dissera na altura em que nasceu a filha: que iria ser professora dela, e a minha Professora não o esqueceu. Despedi-me com a tristeza de não saber quando regresso. Adoro aquela senhora!
Cruzou-se também uma Professora que me marca pela 2ª vez de uma forma que se destaca. No ano de regresso ao colégio, após um 8º ano de pausa, já me oferecera o ditado “Bom filho à casa retorna”. Agora, 12 anos depois de me ter dado aulas, continua a saber quem sou e, apenas pelo nome, ao olhar para mim, logo partilhou o facto de ter visto a mesma entrevista e que gostou muito. É que alguém se lembrou de colocar a entrevista no placar da sala dos professores e saber disso deixou-me encantada… ainda mais! Passam por lá algumas dezenas de professores e isso é fascinante. No fim, disse o que resume as pessoas que lá continuam e a quem me continuo a sentir ligada: "Já sabes que se precisares de alguma coisa, estamos aqui.". E eu sei que isso é verdade... sei-o MESMO!
Depois, as crianças que já não o são: os meninos e meninas a quem dei colo e que me mostraram que o caminho a seguir era este e somente este. Preenchem já os ciclos todos, até ao 12º ano. Não me sinto velha… mas sinto-me incrivelmente rica e mimada pela maioria deles. Já são poucos os mais antigos que ainda não ultrapassaram o meu tamanho e foram muitos os que vieram dar mimos.E basicamente foram estas pessoas. Ficaram a faltar muitas cuja passagem pela minha vida se fez com direito a aprendizagens significativas e com memórias que durarão infinitamente! Mas quem lá esteve fez por mim muitíssimo e trouxe-me o prazer de recordar relações humanas que mudaram a minha vida para sempre.
A tradição, face a um horário comprido, é esta. Mas, mais uma vez, pude não falhar. O que é verdadeiramente extraordinário é que, ao longo do ano lectivo, sinto uma falta imensa e umas saudades que crescem continuamente... mas, quando lá chego, parece que, afinal, nunca de lá saí.
Sou capaz de não ter visto nem metade das pessoas que estava desejosa de ver mas, quem vi, acabou por me proporcionar uma sucessão de momentos mágicos.
Começou logo por uma Irmã directora de ciclo, que tanto colaborou nos meus estágios, ao depositar em mim uma confiança total, e uma Irmã que conheço há para lá de 20 anos (que continua a perguntar pelo irmão e pela mãe; que não esquece o nome; que não esquece a profissão… mas que foi esquecida pelo tempo, felizmente - a cada ano passado, é uma vitória reencontrá-la).
Duas filas acima, acenavam duas Professoras amigas. Língua Portuguesa e Inglês, reformadas mas sempre iguais a elas mesmas, sempre com sorrisos reservados para oferecer.
Daí a pouco, uma das Professoras que mais me marcou e ensinou na vida veio dar os parabéns pela entrevista do Jornal de Letras. “Fiquei muito babada” – dizia ela… e não era por eu ter falado no querido colégio e nos inesquecíveis professores; era, sim, por mim. Por mim! As saudades que lhe tenho, dos tempos em que me ensinava e dos conselhos de amiga, vieram todas ao de cima. Para o fim, mais as fez sobressair, ao recordar o que eu dissera na altura em que nasceu a filha: que iria ser professora dela, e a minha Professora não o esqueceu. Despedi-me com a tristeza de não saber quando regresso. Adoro aquela senhora!
Cruzou-se também uma Professora que me marca pela 2ª vez de uma forma que se destaca. No ano de regresso ao colégio, após um 8º ano de pausa, já me oferecera o ditado “Bom filho à casa retorna”. Agora, 12 anos depois de me ter dado aulas, continua a saber quem sou e, apenas pelo nome, ao olhar para mim, logo partilhou o facto de ter visto a mesma entrevista e que gostou muito. É que alguém se lembrou de colocar a entrevista no placar da sala dos professores e saber disso deixou-me encantada… ainda mais! Passam por lá algumas dezenas de professores e isso é fascinante. No fim, disse o que resume as pessoas que lá continuam e a quem me continuo a sentir ligada: "Já sabes que se precisares de alguma coisa, estamos aqui.". E eu sei que isso é verdade... sei-o MESMO!
Depois, as crianças que já não o são: os meninos e meninas a quem dei colo e que me mostraram que o caminho a seguir era este e somente este. Preenchem já os ciclos todos, até ao 12º ano. Não me sinto velha… mas sinto-me incrivelmente rica e mimada pela maioria deles. Já são poucos os mais antigos que ainda não ultrapassaram o meu tamanho e foram muitos os que vieram dar mimos.E basicamente foram estas pessoas. Ficaram a faltar muitas cuja passagem pela minha vida se fez com direito a aprendizagens significativas e com memórias que durarão infinitamente! Mas quem lá esteve fez por mim muitíssimo e trouxe-me o prazer de recordar relações humanas que mudaram a minha vida para sempre.
Depois tive de vir embora... de coração feito em água.
