domingo, 28 de dezembro de 2008

Ahhh, os bons velhos tempos!



Ahhh, as férias...

Entre toques subtis na arrumação prometida e adiamento de afazeres que em tempo de aulas não cabem, aparecem o deitar tarde, o acordar tardíssimo e a possibilidade de andar a regar amizades por aí.

Se o tempo passa e a idade vai já em quarto de século, felizmente as amizades mais próximas ajudam a manter o espírito sempre um passo atrás e puxam pelo tão falado Peter Pan. Creio que é ele que permite que se recriem maluqueiras de tempos em que as responsabilidades eram quase nenhumas. Que de outra forma poderíamos nós - eu, mais a Cré e a Vâni - procurar o carro perdido, no parque do Loureshopping, do que acompanhando a música de fundo, que se ouvia por todo o lado ("All I want for Christmas is you"), dançando e cantando, parque fora? Sim... parque fora, como se tivéssemos bebido, quando apenas bebemos uma bela sessão de cinema. E, sim, as pessoas olhavam e riam-se (mas era inveja). Primeiro o jantar, com aquela necessidade que nos está no sangue, de recordar os tempos de estudantes - as particularidades de algumas pessoas que integravam a nossa turma, as que deixam saudades e as poucas que não deixam nem um bocadinho, as que ainda se cruzam com cada uma de nós e as que, simplesmente, desapareceram do mapa; as que casaram e/ou tornaram-se mães. Depois os passeios pelo centro e o momento memorável entre nós e os peluches da Natura - quando batemos com eles em alguém, fazem o som do animal que representam e, vai daí, seguiu-se um momento algo caricato... sem mais comentários. Por fim o cinema - que de início e no intervalo ainda deu para umas boas gargalhadas - e a nossa dança fantástica. Carro encontrado, janelas abertas, "Dancing queen" e alguma participação por parte dos transeuntes...

E, no dia seguinte, mais uma vez se provou que nos está no sangue, com a Nes, a Paty e a Joaninha, num dos nossos jantares... os tempos do adorado e nunca esquecido colégio. Recordámos o mesmo de sempre e que sabe sempre TÃO BEM! Manter vivas memórias de tempos especiais é tão saudável! A stora Ana, que era tão engraçada e nos tratava por "Mr" e "Mrs"; a stora Idalina, que era das melhores pessoas; a stora Marina; a começar a carreira no colégio; o grande stor Cascada, um pai a tempo inteiro; e tantos TANTOS outros professores e professoras que contribuíram de uma forma estrondosa para o que sabemos hoje e para o que aplicamos diariamente. Alguns nem terão noção do que fizeram por nós.

E voltámos a falar em casamentos e gravidezes de que vamos tendo conhecimento.

Gosto desta coisa que nos corre no sangue... das experiências significativas que trazemos de trás, que guardamos para a frente e recordamos vezes e vezes sem conta! Gosto do espírito que nos une e que, embora a idade passe de forma assustadora (demo-nos conta disso há uns anos, quando começámos a utilizar expressões como "no nosso tempo") e as coisas à nossa volta mudem a uma velocidade que às vezes nem as conseguimos apreender, nos desliguemos um pouco disso, a passear em centros comerciais ou a comer mascarpone. E somos felizes pelo que temos cá dentro.

Ahhh, os bons velhos tempos!