Sem mais nem menos, completamente descontextualizado, sai-se um com "Quando for velhinho, vou continuar a visitar a Professora!"... e essas conversas têm aquele dom de pegarem logo, e os outros querem dar, também, o ar de sua graça! Só escusava de ter seguido o rumo que aquela Sardenta lhe deu... porque se o " quando eu for velhinho" já apressava o tempo, a intervenção que me levava à campa, deixou-me com os cabelos em pé!!! "E eu vou rezar na campa, quando a Professora estiver morta!!!". Sai em defesa uma minorca, que já lhe estavam a querer matar a Professora... "Vocês querem já que a Professora morra??".
Já iniciara os meus esforços para travar a conversa, mas entre duas bochechas lindas existe uma boca que não se quis calar também. Lá saiu "A Professora nunca vai morrer, é mágica!!!". Confesso que esta versão me deixou um pouco mais feliz, pois mesmo que não acreditem nisso, pelo menos posso acreditar que seria desejo seu... (Hum... de facto não era mal pensado... desde que pudesse conservar os meus aparentes 16 anos!)
Estava ligeiramente desarmada - ainda pela descontextualização (quem se lembra disto, e porquê, assim?) - daí que ainda tenha havido espaço para mais uns pequenos avanços. Concordou logo um certo bebé, pois a Professora vai viver "até aos 1000 anos!" (seria uma canseira...). A que é gata não podia faltar, para completar a teoria dos 1000... "A Professora é como os gatos, tem 1000 vidas!". Sem as histerias a que nos habituou, segue-se o comentário do nosso histérico de serviço, numa espécie de "Quem dá mais?": "A Professora é imortal!".
O responsável pela introdução do tema em plena aula quis voltar à carga, numa de negar a imortalidade da Professora... mas de uma forma simpática, não haja dúvida: "Quando eu morrer, vou procurar a Professora no Céu.". Esta observação tirou-me as palavras... e novamente sem histerias, logo se ouviu a voz do meu "imortalizador", dizendo que também procuraria a Professora "porque fico um anjinho".
Tínhamos muito que fazer, impus-me.
Meus queridos... sejam sempre queridos, mas deixem lá esse tema de fora, por favor... Não pode ser antes Carpe Diem? Mimem-me como me mimam todos os dias, no vosso jeito único e especial. Adoro-vos, do fundo do coração.