Lembranças do Sul
Estava tudo lá: os caminhos estreitos, o portão que abre com um dedo lingrinhas - ou com uma abordagem mais corajosa - , a porta que parece estar sempre aberta, os sorrisos familiares que trazem a infinita sensação de conforto; o sofá, os degraus, o beliche, o cheirinho inconfundível; a bancada das sandes, a mesa do pequeno-almoço, a mesa do jantar; o jardim, a piscina, o céu; a praia, o toldo, os bimbos... as gargalhadas; o fim de tarde... Os imprevistos que acabam por fazer rir; as conversas longas, o bom-humor. Eu e eles, eu com eles... e nada mudou! Pensar que tudo começou há 19 anos... e como cresceu e preencheu uma tão grande parte da minha vida!
Bom... bom é saber que é para sempre!
Estava tudo lá: os caminhos estreitos, o portão que abre com um dedo lingrinhas - ou com uma abordagem mais corajosa - , a porta que parece estar sempre aberta, os sorrisos familiares que trazem a infinita sensação de conforto; o sofá, os degraus, o beliche, o cheirinho inconfundível; a bancada das sandes, a mesa do pequeno-almoço, a mesa do jantar; o jardim, a piscina, o céu; a praia, o toldo, os bimbos... as gargalhadas; o fim de tarde... Os imprevistos que acabam por fazer rir; as conversas longas, o bom-humor. Eu e eles, eu com eles... e nada mudou! Pensar que tudo começou há 19 anos... e como cresceu e preencheu uma tão grande parte da minha vida!
Bom... bom é saber que é para sempre!

SECA qb
Por terras citadinas, um despovoamento escolar, uma debandada geral. Ficam os que não têm para onde ir, acompanhados das tristes que saíram na rifa, pois toca a todas. É salva a honra "do convento" pel'A De Toda A Vida, que, com o seu ser maduro, divertido e amigo, encurta os longos dias. (Não sei que seria de mim sem ela, nesta semana!)
Os queridos, quase filhos, faltam em massa... e nem o Pacífico nem o Mocho conseguiram amainar as saudades que crescem, disparatamente, aqui dentro. São meus e queria-os mais... muito mais! E às vezes era bom que o relógio da vida nos desse uma pequena pausa, antes de fazer estas deliciosas criaturas crescer - "(...) nunca deveriam ser mandadas para a cama. Acordam sempre um dia mais velhas." (do filme "À procura da Terra do Nunca"). Durante mais 1 ou 2 anos, eles continuariam nas minhas mãos... e eu nas deles.
Na realidade, havia agora um pequeno novo mundo a ser descoberto - há-que cuidar o que temos de cuidar, mesmo que a vontade seja outra. Assim, foi sendo um mundo amarelo, encarnado e azul, que ainda não foi mandado para a cama um número de vezes suficiente para que eu os conheça como à palma da minha mão. Um dia. Gosto-os... como brinquedos à espera de serem escolhidos, arrumados quando não quero brincar mais. Seria incapaz de o fazer com a frequência de outras... mas, para já, soube bem e foi gratificante.
E há o mais velho de três, que passava ao lado e, agora, passa em qualquer direcção, pára e abraça.
E o capítulo encerra.
Sonhei. A sala era cinco vezes maior e, lá dentro, eu, o último grupo e o grupo que há-de vir. Sentia-me feliz, porque cabiam lá todos e podia receber "novos" sem deixar os "velhos", num misto de expectativa e saudade. Sonhei, é pena.
Hoje... encerrei, definitivamente, um capítulo que não queria encerrar. Entrar naquelas quatro paredes, acompanhada do silêncio do despovoamento, das boas recordações, do coração ainda satisfeito por causa do grupo que tanto o alimentou... ligar o computador onde também eles mexeram... dar de caras com eles, e mais as cinco preferidas... pensar Passado; pensar Presente; pensar... Futuro. Futuro. Futuro. E choveu.
À saída, o mesmo. Pensar que o regresso é com outros, que o lugar físico será tomado, tal como eles mesmos fizeram antes... Mas o lugar interior é deles e sê-lo-á "para sempre e mais um dia". Tal como o delas, as cinco preferidas, cargo que extingui, que JAMAIS conhecerei igual (Bratz, Barbie, Polly, Duh Costa, Duh Piedade). Foram ÚNICAS e colocaram ainda mais brilho em tudo o que já era, por si só, tão brilhante... são BRILHANTES! Saudades. Saudades monstruosas... deles, delas, do que vivemos juntos. Dói. Dói muito. Chove.
