Abraços sem preço. Emoções sem limite.
Aquela noite anual... Aquela em que já saio de casa com o nó gigante a crescer na garganta. Porque sei sempre o que vou encontrar e, quase sempre, o que vou sentir.
Ali (ainda) não há Carpe Diem, não há Presente. Há Passado (Futuro?).
Que Passado? O mais feliz que se possa desenhar! Um Passado de valores, de amor e de família; de educação; de partilhas; de crescimento pessoal (e profissional, sem que eu soubesse que já o era).
É por isso que, de certa forma, acho que às vezes não aguento domesticar as diversas investidas das emoções que reagem a tudo isto ao mesmo tempo, durante aquela noite.
Há momentos - sobretudo quando se fazem grandes introduções sobre os valores que ali se cultivam - nos quais parece impossível conter as lágrimas e só apetece gritar "É verdade! É verdade! Aproveitem enquanto aqui estão!".
Desta vez, foi diferente. Comemorava-se uma data especial, os 150 anos de existência. Foi por isso que me foquei nelas. Hoje eram apenas nove, à vista de toda a gente. E inovaram com coragem. Estavam radiantes com o seu momento e deu gosto ver! Mas deu-me que pensar. Deu-me que sentir...
Há dez anos fiz, com uma amiga, o que muita gente nunca sonhou fazer. Pudemos ficar a conhecer o outro lado da vida delas e deixámos uma marca para sempre nas que nos acompanharam. Destas, hoje serão apenas três as que ainda podem contar a nossa história às que não a conhecem, se é que a idade ainda o permite. As outras... ou partiram deste mundo ou estão a cumprir a sua missão noutra parte dele.
Também lá estão duas que me dizem muito, mas a quem não digo eu; era apenas uma criança, quando mudaram de lugar, e agora regressaram e já não me reconhecem.
Não sermos parte da vida de alguém que é parte da nossa...
"Faltavas-me tu!" - a frase da noite. A mesma que eu diria a qualquer ex-aluno que me tivesse chegado (ainda) mais ao coração.
E mais não digo porque, a partir daqui, o meu texto tornar-se-ia o da publicação de 6 de abril de 2013, "Como sempre...?".
Aquela noite...
